Globo Rural - 26/03/2008
Você entrevista Ana Maria Braga



Poucos sabem, mas Ana Maria Braga é uma importante criadora da raça bovina brahman, tendo em seu plantel matrizes com grande qualidade e valor de mercado. Tanto que os embriões de sua propriedade costumam alcançar altos preços em leilões.

Se você quer saber mais sobre o lado rural de Ana Maria Braga, envie suas perguntas para grural@edglobo.com.br, ou clique aqui. As melhores questões serão respondidas pela apresentadora e publicadas no site e na edição de junho da revista Globo Rural.

Carlos Gutierrez
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Globo Rural - 25/03/2008
Biocombustíveis X alimentos


Membros de comunidade no Sudão, país que recebe ajuda alimentar da ONU

A produção de biocombustíveis já está afetando a oferta e os preços mundiais de alimentos, segundo a ONU – Organização das Nações Unidas. No dia 20 de maio, o PMA – Programa Mundial de Alimentos da entidade enviou aos países que a integram uma carta de emergência em que explica seu déficit de cerca de 500 milhões de dólares no orçamento de 2008 (inicialmente de 2,9 bilhões de dólares), destinado a fornecer diariamente produtos alimentícios para aproximadamente 73 milhões de pessoas em mais de 80 nações.

O rombo se deve à inflação nos preços de comida (desde junho de 2007, o valor dos artigos comprados pela organização cresceu 55% e, no último mês, outros 20%), atribuída a quatro razões. Primeiramente, à alta dos preços dos combustíveis e de matérias-primas agrícolas. A maior demanda por alimentos em países emergentes, juntamente com mudanças climáticas que vêm afetando plantações em diversos territórios, são outros fatores que estão interferindo nos custos de manutenção das ajudas do PMA.

A notícia, além de acender o alerta vermelho sobre o atendimento pela ONU às milhares de pessoas que passam fome no mundo, deve acirrar outra discussão polêmica: até que ponto a destinação de terras e de matérias-primas do gênero alimentício à fabricação de biocombustíveis será benéfica, ambiental e economicamente, à comunidade global.

Diante dessa situação, você acha que deveriam ser estabelecidos critérios e/ou limites para a produção de biocombustíveis?

Clarice Couto

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Globo Rural - 24/03/2008
Um ano de Stephanes



Na última sexta-feira, dia 23, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, completou um ano no cargo. Durante esse período, ele concentrou suas ações em assuntos como a reestruturação da dívida agrícola, a diminuição da taxa de juros para financiamento, o aumento da oferta de crédito rural e também a criação do Fundo de Catástrofe.

Stephanes também teve que enfrentar, nos últimos meses, a complicada questão envolvendo o cadastramento de propriedades para exportação de carne bovina à União Européia.

E você, como avalia o primeiro ano de Reinhold Stephanes no Ministério da Agricultura? O que ele deve enfrentar daqui para a frente?

Carlos Gutierrez
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Globo Rural - 20/03/2008
Dia Mundial da Água



A data celebrada em todo o mundo neste sábado, dia 22, é mais para se refletir do que para se comemorar. A frágil situação dos recursos naturais sublinha a responsabilidade do Brasil – detentor de um oitavo de toda a água disponível para uso no planeta – sobre a preservação da água para as gerações futuras.

E a agricultura ocupa um papel fundamental nessa história: cerca de 70% da água captada é usada na irrigação de cultivos, enquanto 20% vão para a indústria e 10% ficam para o abastecimento humano.

Por isso, não são poucas as questões que se apresentam ao setor:
- Estamos usando bem nossos recursos hídricos?
- É possível manejar melhor as fontes de água para que ela seja bem distribuída em todas as regiões?
- E qual a forma mais justa de se cobrar pela água utilizada por quem produz alimentos?

Se você tem respostas (ou mesmo outras dúvidas), partilhe com a gente deixando seu comentário.
Um brinde à água!

Luis Roberto Toledo
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Globo Rural - 20/03/2008
Feliz Páscoa



Domingo é dia de Páscoa, a mais importante celebração cristã que comemora a ressurreição de Cristo e põe fim (para os que seguem) ao período de penitências da Quaresma. É certo que hoje a festa ficou associada aos ovos de chocolate que invadem as prateleiras dos supermercados atiçando nossos olhos. Porém, as pequenas cidades e comunidades rurais ainda seguem os ritos que antecedem a festividade com procissão, missa, para só depois a família se reunir no entorno de uma mesa farta. Como sou do interior de São Paulo, esses rituais ficaram guardados na minha memória. E às vezes recorro a essas lembranças quando percebo que me distancio um pouco da minha origem. O mesmo acontece com meu pai, que jamais se esqueceu dos ovos de galinha pintados com anilina de diferentes cores durante esse período.

O costume veio do Kiss-avô, que ao seu modo tentava preservar um pouco da tradição da Páscoa de sua terra longínqua. Eu nunca pintei ovos de galinha com meu pai, mas me lembro do almoço de família (que não é pequena), das brincadeiras de infância numa época em que chocolate não era uma mercadoria tão abundante assim. As recordações são muitas e, com certeza, cada um daqui da redação, tem uma história para contar. E todos nós desejamos uma Feliz Páscoa para nossos leitores com a simbologia (a de renovação da vida) que a celebração carrega.

Janice Kiss
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Globo Rural - 19/03/2008
Terras em alta


Divulgação

Entre 2000 e 2006, o aumento do preço das áreas de lavouras e de pastagens ultrapassou a marca dos 10% ao ano. As terras de pastagens aumentaram cerca de 10,6%, mais que as de lavouras, que tiveram crescimento de 10,2% em seu valor. O coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques, acredita que o crédito rural seja uma das causas da valorização das terras agrícolas. O acréscimo no volume de recursos para os produtores e cooperativas foi de 63%. Segundo estudo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, os preços das principais commodities agrícolas, como soja, milho e carnes também influenciaram no valor das terras.

A grande demanda mundial pelos biocombustíveis também teve importância nos preços das terras, principalmente com a expansão da lavoura de cana. Por outro lado, um fator capaz de atenuar a pressão sobre o preço da terra é a produtividade que, segundo o coordenador de Planejamento do Ministério, tem aumentado a taxas elevadas, o que provoca o incremento da produção de grãos e carne sem necessidade de aumentos expressivos de área.

Você também percebeu a valorização das terras em sua região?

Carlos Gutierrez
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Globo Rural - 18/03/2008
Liberdade para plantar



Agora, os cerca de 250 mil agricultores cubanos têm permissão para adquirir nas lojas do país os insumos para suas propriedades, como machados, rastelos, pás, botas e herbicidas, por exemplo. É que desde a década de 60, eles só obtinham esses materiais por meio da concessão do governo. Por isso, boa parte dos fazendeiros reclamava que a falta de ferramentas básicas prejudicava os plantios, que muitas vezes apodreciam no campo. Mas a recente mudança implantada por Raúl Castro, sucessor de seu irmão Fidel (que ficou quase 50 anos no poder), tem um preço. Os produtores podem adquirir os insumos desde que paguem em pesos conversíveis - unidade monetária usada pelos estrangeiros e que vale 24 vezes mais do que o peso cubano. Um peso conversível é equivalente a US$1,08. Porém, não custa lembrar que o salário médio de um profissional de Cuba corresponde a pouco mais que 27 dólares.

A agricultura se tornou um dos lemas do novo governo, cuja intenção é fazer o país produzir mais alimentos para reduzir as importações. Elas chegaram a quase 2 bilhões de dólares, no ano passado. Até o início da década de 90, a economia agrícola era fortemente dependente do comércio com os países do bloco socialista, sobretudo da União Soviética, para as aquisições de fertilizantes e agrotóxicos. Com a queda do comunismo, os insumos começaram a ser produzidos em menor escala por pequenas indústrias cubanas. A escassez dos produtos levou os agricultores a empregar o controle biológico nas plantações, houve um aumento na produção de adubo orgânico e, aconteceu ainda, a ruralização dos espaços urbanos. Cultivos e pequenas criações foram instaladas em terrenos desocupados, como nos da capital Havana.

Janice Kiss




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Globo Rural - 17/03/2008
Dívidas: perdoar ou não?



Um grupo de parlamentares, em conjunto com entidades agrícolas, irá discutir nesta terça-feira a renegociação das dívidas dos agricultores. Segundo levantamento feito pelo governo, a dívida total já chega a 87 bilhões de reais, valor que não inclui os empréstimos para custeio da atual safra e nem os tomados pelos agricultores desde 2006. Desse valor, 13 bilhões de reais são de débitos com o Pronaf; já o resto do montante, de 74 bilhões, corresponde ao endividamento da agricultura empresarial

Para o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), um dos políticos responsáveis pelo encontro, a dívida precisa ser equacionada para que o setor possa continuar produzindo. O governo tem a renegociação em pauta desde o ano passado, e a área econômica pretendia fazer sua proposta em dezembro. Mas o fim da CPMF fez com que a idéia fosse adiada. Agora, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, prometeu apresentar a proposta oficial no próximo dia 25.

E você, é a favor da prorrogação ou até mesmo do perdão das dívidas? Ou acha que os compromissos assumidos devem ser cumpridos?

Carlos Gutierrez
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Globo Rural - 14/03/2008
Café na feira


Érica Takano

Há 17 anos, 32 agricultores de cidades vizinhas de São Paulo mantêm a mesma rotina aos sábados. Eles deixam suas propriedades, durante a madrugada, para instalar suas barracas de produtos orgânicos no Parque da Água Branca, no bairro de Perdizes, na capital paulista. Às 7h da manhã, os produtores estão a postos para receber a freguesia, que não é pouca nesse horário, atrás de legumes e hortaliças, pães, queijos, iogurtes, sucos e um punhado de alimentos que podem ser adquiridos por preços mais em conta do que nos supermercados. Durante a compra, você pode saber quando é a época daquela fruta que mais gosta, por que o tomate anda tão amarelado e se eles têm uma receita para fazer abóbora kabocha, que aparece linda e gorda na sua frente.

Mas o que pouca gente sabe é que a feirinha da Água Branca, como ficou conhecida, também tem um delicioso café da manhã (orgânico, é claro) aberto para todos que freqüentam o parque. Você pode pode montar sua bandeja (como na foto acima), com café com leite, iogurte, granola, pedaços de bolo, fatias de pão, por uma média de 10 reais. O preço varia conforme a escolha. O farto café é saboreado numa mesinha em pleno parque, que no passado foi uma escola técnica de agricultura. Dá até para acreditar que você vive numa fazenda, sonho que compartilho com muitos leitores urbanos da revista Globo rural - o de no futuro ter uma casa no campo. A feira acontece também às terças-feiras, no mesmo horário (das 7h às 12h), mas o café da manhã só é oferecido aos sábados. Vai lá.
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455, bairro Perdizes, São Paulo, SP.

Janice Kiss
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Globo Rural - 13/03/2008
Crescimento à vista



O embargo europeu à carne brasileira, no final de janeiro, prejudicou a pecuária brasileira, mas não causou, nem causará nenhuma tragédia à atividade. Essa é a avaliação de Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente da Abiec –Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, durante entrevista coletiva realizada em São Paulo. Segundo ele, o país exporta somente 26% da carne que produz, ou seja, o mercado interno é o grande responsável pelo consumo da produção nacional.

A União Européia representava 20% do volume exportado pelo Brasil até as restrições impostas pelos europeus, mas parte desse número já começa a ser ocupado por outros mercados emergentes. Os valores exportados para o Oriente Médio em janeiro e fevereiro cresceram cerca de 17%, em comparação ao mesmo período no ano passado. “Os países árabes serão, em um futuro próximo, o grande mercado importador da carne brasileira”, acredita Pratini.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o embargo europeu provocou uma queda de 16,6% no volume de carne exportada pelo Brasil, em relação ao mesmo período de 2007. Entretanto, o preço médio da carne em janeiro de 2008 foi 65% maior do que o mesmo período no ano passado, o que representou um aumento de 17% no valor exportado.

Segundo Pratini, a crise já está sendo contornada, pois os produtores estão se conscientizando da necessidade de adequarem-se aos preceitos de segurança exigidos pela UE. “Até o final do ano, teremos o mesmo número de propriedades aptas a exportar para os europeus que tínhamos em 2007”, diz o presidente da Abiec. Para ele, a tendência é que, em 2008, ocorra crescimento no valor das exportações de carne bovina, mesmo que a quantidade exportada seja menor, devido à alta dos preços. Além disso, o país também busca entrar no mercado chinês, que, pelo grande número de consumidores, é considerado altamente estratégico para o crescimento da atividade.

Pratini deixa a Abiec

No mesmo dia em que apresentou dados importantes sobre o futuro das exportações brasileiras de carne bovina, Marcus Vinícius Pratini de Morais anunciou sua saída da presidência da Abiec, cargo que ocupa desde agosto de 2003. Ele vai atuar como consultor do grupo JBS, proprietário da Friboi e da Swift, a fim de incrementar o processo de internacionalização da empresa, que recentemente arrematou frigoríficos nos EUA. “Deixo a Abiec satisfeito com o trabalho realizado, pois em minha gestão o país alcançou o posto de maior exportador de carne do mundo”, declarou.

Carlos Gutierrez
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NOSSOS BLOGUEIROS:

Carlos Gutierrez, repórter, está na equipe desde 2006. Cuida do site da revista e está sempre em busca das principais novidades agropecuárias no mundo digital. No seu tempo livre, gosta de ler, colecionar gibis e torcer para o time mais glorioso do mundo, o Sport Club Corinthians Paulista.
cgutierrez@edglobo.com.br

 

Luis Roberto Toledo, editor, é paulistano de nascimento, mas é do campo por devoção. Está na equipe da revista desde os anos 90. Nesse tempo todo, conheceu a produção agropecuária em quase todos os estados brasileiros - mas ainda quer ir ao Acre, Amapá, Pará e Roraima.
ltoledo@edglobo.com.br

 

Ernesto de Souza, editor de fotografia, está presente desde a primeira edição e tirou a foto de capa da GLOBO RURAL nº01. Ganhador de dois Prêmios Esso de Reportagem e do Prêmio Gabriel Garcia Marquez de Jornalismo. Gosta de beber seu uísque e brigar com o pessoal da arte.
sesouza@edglobo.com.br

 

Janice Kiss, chamada de Jan para encurtar o nome, de origem húngara, que muita gente acha fictício. Lida com temas sobre meio ambiente, tecnologias rurais, cuida da seção literária (crônicas) e algumas vezes testa as receitas colhidas no campo numa diminuta cozinha paulistana.
jkiss@edglobo.com.br

 

Luciana Franco, 37 anos, chegou à revista em 2004. Escreve matérias sobre o cotidiano de pequenos e médios agricultores e gosta também de temas ligados ao agronegócio nacional. Nas horas vagas leva uma vida caseira com o tempo dividido entre os filhos Vitor, 6 anos, e Isabel, 1 ano.
lfranco@edglobo.com.br

 

Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo há séculos, José Augusto (Duarte) Bezerra é editor-chefe da revista. Perdeu o trem em Triqueda - lugar de grandes pastéis no passado -, mas continua correndo atrás dele. Trabalha bastante, lê muito e fala pouco (mais ouve do que diz). Gosta da revista e de tudo o mais que se relacione ao campo.
jbezerra@edglobo.com.br

 

Valter de Oliveira Silva, diagramador, está na revista desde 2005. Como bom paulistano, adora sua cidade, mas não dispensa o contato com o campo, influência dos pais e esposa sertanejos. Gosta de literatura, cinema ou uma boa trilha sonora no seu fone de ouvido. vosilva@edglobo.com.br

 

Sueli Minori Issaka, editora de arte, está na revista desde 2002. Filha de imigrantes , herdou do pai - técnico agrícola e veterinário no Japão - o interesse pelas coisas do campo. Também aprecia as artes plásticas, a fotografia e a vida caseira com o marido, a filha e três vira-latas. sissaka@edglobo.com.br

 

Clarice Couto, repórter, acabou de chegar à redação, mas o contato com o interior vem da infância, vivida numa cidadezinha do litoral do Paraná, e de outros trabalhos no setor. Como todo jornalista, adora ler, e tem um apreço especial por música, dos gringos e dos nossos. E moda de viola? Ooo, com certeza.

 


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