A questão “exportação de gado bovino” continua no olho do furacão. Só que desta vez o interlocutor não é a União Européia, e sim a China. O gigante asiático estaria condicionando a compra da carne bovina brasileira, atualmente proibida de entrar naquele país, à importação pelo Brasil de aves e carne de frango chinesas. O problema é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta aquele país como um dos focos da gripe aviária.
O mercado brasileiro vê na China um grande potencial de consumo. Basta recordar seus 1, 3 bilhão de habitantes. O que pesa mais na sua opinião? A chance de aumentar consideravelmente nossas exportações de carne – tendo em conta os problemas ainda não resolvidos nas negociações com o bloco europeu – ou a segurança de não consumir um produto sob suspeita para a OMS?
Segundo um cientista da Nova Zelândia, o preço da cerveja irá subir nas próximas décadas, pois o aumento de temperatura provocará a diminuição da produção de cevada, um dos principais ingredientes da bebida.
Para o especialista do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, Jim Salinger, o aquecimento global destruirá boa parte dos cultivos de cevada na Oceania, pois as áreas usadas para o plantio passarão a receber menos precipitações, o que significa a redução de safra da cevada. Por conta disso, a produção de cerveja deve cair drasticamente nos próximos 30 anos.
A proposta do governo para a renegociação da dívida agrícola já está fechada e o projeto final de renegociação deve sair por medida provisória do presidente Lula, na semana que vem. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, os juros de custeio, que estavam em 8,75%, serão reduzidos para 6,75%. O valor total a ser negociado é o mesmo da proposta anterior, de 56 bilhões de reais, do total de 87 bilhões de reais.
Você acha que essa medida resolverá a questão da dívida agrícola?
Na edição de abril da revista Globo Rural, você pode conferir uma reportagem sobre a produção de batatas no Sul de Minas Gerais e a sua valorização no mercado de alimentos. Acima, você pode conferir uma entrevista exclusiva da repórter Suely Gonçalves com o secretário-executivo da Abasmig – Associação dos Bataticultores do Sul de Minas Gerais, Zé Daniel.
À primeira vista, os bichos retratados nessas fotos podem parecer esquisitos. Mas eles fazem parte de uma importante descoberta realizada na EESGT - Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, a segunda maior unidade de conservação do cerrado com 716 mil hectares. Durante 30 dias, 26 pesquisadores de diferentes universidades e instituições participaram de uma expedição de campo para fazer um mapeamento das espécies de vertebrados da reserva. Eles encontraram 440 e 14 delas são prováveis novas espécies, que somam oito peixes, três répteis, um anfíbio, um mamífero e uma ave. O projeto financiado pela Fundação O Boticário de Conservação da Natureza representa o maior levantamento de espécies de vertebrados conduzido em uma região do cerrado. As fotos foram cedidas pela ONG CI – Conservação Internacional, que também participa do estudo.
Com a explosão do surto de dengue no Estado do Rio de Janeiro, vêm aparecendo também estudos sobre larvicidas naturais desenvolvidos por institutos de pesquisa.
Um deles é o biocida desenvolvido pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). O produto foi elaborado exclusivamente a partir de uma substância da Piper solmsianum, uma planta da família da pimenta e nativa da Mata Atlântica. Ao ser colocado em um reservatório de água, mata 100% das larvas do inseto ali presentes, sem prejudicar a saúde humana ou as plantas próximas.
A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia também possui seu biolarvicida, igualmente inofensivo aos humanos e ao meio ambiente. Juntamente com o governo do Distrito Federal e a Bthek Biotecnologia, a entidade criou o inseticida biológico Bt-horus. O produto já foi testado em São Sebastião (DF) de janeiro a junho de 2007, conseguindo reduzir o índice de infestação no município de 4% para menos de 0,4%. Uma gota da substância para cada litro de água mata as larvas do Aedes aegypti em 24 horas.
O biocida da Fiocruz deve chegar ao mercado dentro de quatro anos. Mas o Bt-horus já está registrado na Anvisa e disponível para compra por órgãos do governo. No Estado do Rio, só a prefeitura de Rio das Ostras vem utilizando o biolarvicida.
Quem gosta de imagens do campo, ou trabalha com elas, não pode deixar de visitar o site flickr uma central de compartilhamento de fotos com a visão de fotógrafos profissionais ou amadores do mundo todo, de todas as áreas. Lá é possível ver, por exemplo, imagens de feiras livres em várias nações do globo, frutas diferentes, costumes, plantações, fotos conceituais, uma verdadeira galeria de arte digital ao nosso alcance, ótimo para exercitar nossa curiosidade rural.
Eles ajudam comunidades menos favorecidas e levam assistência a lugares aonde ela nunca chegou antes. Mostram como produzir, ensinam a ler, apóiam, alimentam, educam, fazem sorrir. Empenham-se em dar auxílio a outras pessoas por pura vontade de ajudar.
Nos próximos meses, as histórias inspiradoras de homens e mulheres que fazem o bem vão ser mostradas nas páginas da Globo Rural e de todas as revistas da Editora Globo, na segunda edição do Projeto Generosidade. No final do ano, um júri vai escolher a melhor ação de retribuição social, que receberá uma doação de 200 mil reais para aplicação em programas de assistência.
A ong Amigos do Bem – apresentada na reportagem “Em boas mãos”, na revista Globo Rural de novembro de 2006 – recebeu 100 mil reais na primeira edição do projeto. A doação foi aplicada na construção de um centro médico-odontológico no sertão de Alagoas.
No vídeo acima, você vai ver a alegria do povo da região na inauguração do centro, no mês passado. E no site do Projeto Generosidade também vai poder contar histórias de gente que merece o reconhecimento por fazer o bem.
A anta nunca foi um animal que recebeu muito apreço no imaginário popular. Por razões equivocadas, ela se transformou em referência pejorativa de gente pouco inteligente. No entanto, um projeto implantado há 12 anos no Parque Estadual do Morro do Diabo, no Pontal do Paranapanema, SP, oferece uma série de conclusões que contradizem o errado conceito formado em torno do bicho. Os pesquisadores do Ipê -- Instituto de Pesquisas Ecológicas, que participam do programa, costumam se referir ao mamífero como o jardineiro da floresta. Afinal, ele é um bom dispersor de sementes ao se movimentar por matas preservadas ou fragmentadas, feito a mata atlântica. Por conta de sua andança, o animal se tornou uma espécie de termômetro da saúde dos ambientes naturais onde vive. É seguindo sua caminhada que os cientistas conseguem fazer o diagnóstico ecológico de uma determinada área.
A bióloga Patricia Médici bem sabe disso. Ela é quem coordena o programa de conservação das antas implantado pelo instituto. E o seu trabalho de mais de uma década pela preservação do mamífero foi reconhecido pelo Golden Ark Award, um prêmio holandês concedido a cientistas que contribuem para a proteção de animais selvagens. Agora, os planos da bióloga consistem em expandir o projeto para outros biomas brasileiros, como o pantanal, a Amazônia e o cerrado. Segundo Patrícia Médici, a espécie brasileira (Tapirus terrestris) pode ser encontrada em diversas regiões do país e em toda América do Sul. Porém, isso não significa que ela está isenta de ameaças. A IUCN –- sigla em inglês para a União Internacional para a Conservação da Natureza, a colocou na lista vermelha de espécies ameaçadas. “O mamífero ajuda a manter a saúde da floresta. Mas é o primeiro a desaparecer quando ocorrem perturbações no ambiente”, ensina.
Nesse vídeo aí em cima, um elefante aparece de pincel "em punho" desenhando numa tela... um elefante. E ainda completa a pintura com uma flor na ponta da tromba!
O vídeo é um pouco longo, mas eu não desenharia um elefante tão bem nem no dobro do tempo.
Assista e diga se acha que a filmagem é falsa ou verdadeira.
A WWF, uma das ongs ambientalistas mais ativas do mundo, bolou um jeito bacana para angariar doações para o plantio de árvores numa floresta na Indonésia, Sudeste Asiático – sem deixar o doador com a pulga atrás da orelha se seu dinheiro foi mesmo investido.
Funciona assim: o sujeito entra no site mybabytree.org e escolhe quantas mudas quer plantar de três espécies nativas da floresta de Sebangau, na porção indonésia da grande ilha de Bornéu. Cada muda custa 5,5 dólares (menos de dez reais).
Depois do plantio, o doador recebe um arquivo contendo as coordenadas da(s) sua(s) muda(s), para que possa acompanhar o crescimento da(s) árvore(s) através das atualizações do Google Earth, o programa que mostra o planeta todo através de fotografias tiradas por satélites. O vídeo aí de cima mostra como todo o processo funciona.
Quem não quiser plantar suas árvores em Bornéu também pode usar o Google Earth para conferir as grandes áreas desmatadas da Amazônia.
Já lá se vão quase 12 anos desde o nascimento da ovelha Dolly, mas a questão dos animais clonados continua dando pano para a manga. A comissão do Senado brasileiro que trata de ciência, tecnologia e inovação realizou nesta quinta-feira uma audiência pública para discutir o projeto de lei para a regulamentação da pesquisa, produção e comercialização dos clones.
O que acontece é que, por aqui, mesmo com a técnica já dominada e havendo uma razoável produção de clones – sobretudo de bovinos – é como se esses bichos permanecessem “invisíveis” no cenário produtivo. A ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos, informa que, por falta de uma legislação sobre o assunto, os clones não podem ser incluídos nos registros genealógicos da entidade – o que significa que estão proibidos de ser inscritos em exposições e (ao menos teoricamente) de ser comercializados.
A audiência contou com representantes da USP, da Embrapa e de associações de criadores. Embora todos tenham se manifestado a favor da clonagem, a discussão no Senado está longe de ter chegado ao fim – e olha que só está em questão a clonagem de mamíferos (humanos excluídos, claro). Enquanto isso, os nossos clones continuam “invisíveis”.
Quem está errado nessa história: o Brasil, que trata do assunto como se ele ainda não estivesse presente em nossa realidade, ou países como os Estados Unidos, onde já se fala em consumo de carne e leite de animais clonados?
Carlos Gutierrez, repórter, está na equipe desde 2006. Cuida do site da revista e está sempre em busca das principais novidades agropecuárias no mundo digital. No seu tempo livre, gosta de ler, colecionar gibis e torcer para o time mais glorioso do mundo, o Sport Club Corinthians Paulista. cgutierrez@edglobo.com.br
Luis Roberto Toledo, editor, é paulistano de nascimento, mas é do campo por devoção. Está na equipe da revista desde os anos 90. Nesse tempo todo, conheceu a produção agropecuária em quase todos os estados brasileiros - mas ainda quer ir ao Acre, Amapá, Pará e Roraima. ltoledo@edglobo.com.br
Ernesto de Souza, editor de fotografia, está presente desde a primeira edição e tirou a foto de capa da GLOBO RURAL nº01. Ganhador de dois Prêmios Esso de Reportagem e do Prêmio Gabriel Garcia Marquez de Jornalismo. Gosta de beber seu uísque e brigar com o pessoal da arte. sesouza@edglobo.com.br
Janice Kiss, chamada de Jan para encurtar o nome, de origem húngara, que muita gente acha fictício. Lida com temas sobre meio ambiente, tecnologias rurais, cuida da seção literária (crônicas) e algumas vezes testa as receitas colhidas no campo numa diminuta cozinha paulistana. jkiss@edglobo.com.br
Luciana Franco, 37 anos, chegou à revista em 2004. Escreve matérias sobre o cotidiano de pequenos e médios agricultores e gosta também de temas ligados ao agronegócio nacional. Nas horas vagas leva uma vida caseira com o tempo dividido entre os filhos Vitor, 6 anos, e Isabel, 1 ano. lfranco@edglobo.com.br
Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo há séculos, José Augusto (Duarte) Bezerra é editor-chefe da revista. Perdeu o trem em Triqueda - lugar de grandes pastéis no passado -, mas continua correndo atrás dele. Trabalha bastante, lê muito e fala pouco (mais ouve do que diz). Gosta da revista e de tudo o mais que se relacione ao campo. jbezerra@edglobo.com.br
Valter de Oliveira Silva, diagramador, está na revista desde 2005. Como bom paulistano, adora sua cidade, mas não dispensa o contato com o campo, influência dos pais e esposa sertanejos. Gosta de literatura, cinema ou uma boa trilha sonora no seu fone de ouvido.
vosilva@edglobo.com.br
Sueli Minori Issaka, editora de arte, está na revista desde 2002. Filha de imigrantes , herdou do pai - técnico agrícola e veterinário no Japão - o interesse pelas coisas do campo. Também aprecia as artes plásticas, a fotografia e a vida caseira com o marido, a filha e três vira-latas.
sissaka@edglobo.com.br
Clarice Couto, repórter, acabou de chegar à redação, mas o contato com o interior vem da infância, vivida numa cidadezinha do litoral do Paraná, e de outros trabalhos no setor. Como todo jornalista, adora ler, e tem um apreço especial por música, dos gringos e dos nossos. E moda de viola? Ooo, com certeza.