A Netafim – maior empresa do mundo de soluções inteligentes de água para agricultura – acaba de associar-se à organização CEO Water Mandate. A decisão reflete a preocupação sobre a expectativa de falta de água que já afeta, entre outras coisas, a produção de alimentos e as redes de água e esgoto.
Ofer Bloch, presidente da Netafim, participou de um encontro realizado entre dezenove corporações, que se reuniram com a finalidade de chamar a atenção dos líderes do G8 para abordar ativamente a questão do uso e falta de água durante a próxima Conferência de Hokkaido Toyako, que acontece entre 7 e 9 de julho no Japão. “Aplaudimos a crescente consciência de empresas e organizações internacionais e sua união à preservação deste precioso recurso", disse Bloch.
A empresa comandada por Bloch se une a corporações internacionais gigantes como Coca-Cola, Siemens, Dow Chemicals, PepsiCo, Levy-Strauss e Nestlé. A CEO Water Mandate é uma iniciativa conjunta do secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon, do governo da Suíça e de um grupo de organizações comprometidas com especialistas para combater a falta de água e melhorar sua qualidade. A organização foi fundada em julho de 2007 com o propósito de criar estratégias e soluções internacionais que ajudariam a aliviar a piora da crise da água. A CEO Water Mandate definiu como seu objetivo listar empresas e organizações em todo o mundo que concordariam em fazer um esforço conjunto para este propósito de acordo com elementos internacionais.
A Netafim é focada em projetos de irrigação médios e grandes, estufas e grãos para biocombustíveis, com operação em mais de 110 países.
Sim, os unicórnio existem – pelo menos um deles. O Blog Animal, da revista Época, que todo dia mostra as melhores imagens de bichos, colocou no ar nesta quarta-feira a belezinha aí de cima.
Essa corça nasceu perto de Florença, na Itáiia, e já tem um ano de idade. Os cientistas acreditam que o fato de ter um chifre só se deve a um defeito genético, já que o bichinho tem um irmão gêmeo com dois chifres.
A Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar, aderiu a um importante grupo global dedicado à promoção de avanços tanto sociais como ambientais, nos impactos da produção e processamento da cana-de-açúcar. Trata-se da organização inglesa BSI – Better Sugarcane Initiative (Melhores Iniciativas em Cana-de-Açúcar), que trabalha para promover o diálogo entre todos os elos dessa cadeia produtiva, com o objetivo de definir, desenvolver e encorajar, em escala global, a adoção e implementação de boas práticas. “O intercâmbio de experiências pode beneficiar fortemente o nosso setor e aperfeiçoar nossas práticas, o que já vem sendo feito pela Unica, favorecendo a adoção de altos padrões e indo além do que é determinado pela legislação”, disse Géraldine Kutas, presidente da BSI.
Para ilustrar, Géraldine mencionou o Protocolo Agroambiental, assinado em 2007 entre o setor sucroalcooleiro e o governo do estado de São Paulo, onde mais de 60% do plantio de cana-de-açúcar é mecanizado, com o intuito de eliminar a prática da queima durante a colheita. Acordo semelhante foi assinado com a Feraesp – Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo, para melhorar as condições de trabalho dos cortadores de cana e apresentar propostas para os problemas causados pela terceirização.
Entre os membros da BSI estão organizações não-governamentais como a WWF, Ethical Sugar e Solidaridad, além de companhias como Cargill, British Sugar, Bacardi-Martini, Cadbury Schweppes, Shell, British Petroleum e Coca-Cola.
Quem ainda não conferiu a revista Globo Rural que está nas bancas pode ter um aperitivo da edição no vídeo aí em cima.
O destaque desse número é a reportagem de capa, um especial sobre o centenário da imigração japonesa no Brasil pra lá de bem escrito pelos repórteres Geraldo Hasse e Mõnica Canejo (que apresenta o vídeo) e ilustrado pelas fotos de Mauricio de Paiva.
Você pode não gostar do McDonald's, mas é preciso admitir que a rede mundial de lanchonetes fast-food tem feito os maiores esforços para vender comida mais saudável do que batatas fritas e sanduíches hipercalóricos.
Uma dessas ofensivas em prol da imagem de “good food” é o cartaz da foto, erguido perto de uma unidade da rede em Chicago, nos Estados Unidos. As letras da expressão “saladas frescas” são formadas por pés de alface, “plantados” no cartaz.
Embora simpática, a campanha não poderia ser reproduzida na cidade de São Paulo, por causa do programa Cidade Limpa, que proíbe esse tipo de publicidade.
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero, irá a Madri para conhecer propriedades rurais espanholas que cumprem as regras de bem-estar animal da União Européia. A idéia é, a partir daí, criar um modelo de manejo humanitário para o Brasil.
O secretário participará de reuniões na sede do Ministério da Agricultura espanhol e fará visitas técnicas em campo para verificar a fiscalização do governo local nas propriedades produtoras de frangos de corte, postura, suínos e produção leiteira.
Nossa editora-assistente, Luciana Franco, resolveu seguir carreira-solo no mundo dos blogs e criou o Planeta Agro. No seu espaço particular, ela vai tratar daquilo que já vinha sendo o tema de suas notas aqui no blog da redação: o acompanhamento das notícias mundiais e nacionais sobre commodities agrícolas.
Além de informações sobre tendências internacionais, ela também pretende buscar novidades e curiosidades sobre as diversas cadeias do agronegócio. "Assuntos ligados à produção agrícola, novos negócios, políticas internacionais e clima podem ajudar o homem do campo na gestão de sua propriedade em função do que está acontecendo no mundo", diz Luciana.
A editora, que começa hoje uma temporada de duas semanas nos Estados Unidos, onde vai atuar como bolsista por duas semanas no jornal Washington Post, promete (ou melhor, foi convencida a prometer...) que ainda vai aparecer neste blog. Mas seu endereço principal, a partir de agora, é mesmo o Planeta Agro.
Depois de meses ouvindo, vendo e lendo sobre o centenário da chegada dos japoneses no Brasil, estamos enfim no dia mais importante da celebração. Hoje, 18 de junho, se cumprem exatos 100 anos desde que o navio Kasato Maru aportou em Santos, em 1908, trazendo a bordo os primeiros imigrantes nipônicos.
Eles já estão com os pés fincados aqui. E nós, agora, colocando os nossos lá. O grupo Café do Centro, torrefadora de cafés gourmet e especiais com sedes em Varginha, MG, e Adamantina, oeste de São Paulo, abriu em 2006 a primeira cafeteria genuinamente brasileira em pleno centro de Tóquio, em frente ao Palácio Imperial. Em 2007 inauguraram a segunda casa, no bairro nobre de Aoyama, pertinho da embaixada brasileira e da sede da ONU – Organização das Nações Unidas, na cidade.
A Café do Centro já exportava grãos para o Japão desde 2002. Com a expansão de redes internacionais de cafeterias no país, como Starbucks, investidores japoneses se interessaram em criar, lá, um negócio que tivesse não apenas qualidade, mas também história. Vieram aqui, visitaram fazendas e indústrias do segmento e, só após cinco anos, bateram o martelo pela parceria.
"Os japoneses valorizam demais as origens, e a tradição do Brasil na produção de cafés foi decisiva para a escolha dos parceiros para o projeto”, explica o diretor geral do grupo, Rodrigo Branco Peres. “Lá, o atrativo da cafeteria para o consumidor é ser autenticamente brasileira e oferecer produtos elaborados aqui”, destaca. Entre eles, cafés gourmet (espresso e coado), especiais de origem, frapês, café gelado e cappuccinos, além do mineiro pão de queijo.
Nas duas casas foi investido um total de 1,5 milhão de dólares, mais de 2,4 milhões de reais. E a possibilidade de crescimento no setor de serviços na Ásia, e também no Japão, tem permitido ao grupo planejar uma verdadeira rede de cafeterias tupiniquins no continente. Planejamento ou mera coincidência, outros 100 estabelecimentos, dentro de dez anos.
Quem acompanha a revista e o site de Globo Rural já sabe que a apresentadora Ana Maria Braga é também criadora de gado brahman. Os internautas até já puderam enviar e ter suas perguntas respondidas pela pecuarista.
Pois agora dá pra dar uma voltinha pela fazenda de Ana Maria, acompanhando uma reportagem exibida pelo programa Vídeo Show, da TV Globo. Dê uma olhada lá.
O México fez um acordo com a indústria para congelar o preço de 150 alimentos, como o feijão, a sardinha enlatada, as frutas em conserva e os sucos, de algumas marcas específicas. A parceria com os empresários valerá até 31 de dezembro e foi firmada para conter a elevação da inflação no país que chegou a 4,95%, em maio. No mês passado, o governo de lá também eliminou os impostos para a importação de milho (usado na fabricação das tortilhas, base da cozinha mexicana) do arroz, do trigo e dos fertilizantes. Reduziu, ainda, os tributos sobre o leite em pó pela metade.
Mas não é a primeira vez que o México toma medidas para conter o avanço da inflação. Em 2007, o aumento dos preços dos combustíveis e da energia elétrica foram suspensos. Ao escrever essa nota, só posso imaginar que adoraria chegar no supermercado e pagar a mesma quantia pelos produtos que comprei meses atrás.
Os pandas adultos todo mundo conhece. Mas é mais raro quem já tenha visto a imagem de algum filhote dessa espécie que se tornou o símbolo da luta pela preservação da fauna em todo mundo.
O ser rosado da foto da esquerda é um pandinha com apenas poucos dias de vida, quase sem pelagem e não lá muito encantador. Na direita, o mesmo bicho aparece algumas semanas depois, ainda meio “despenteado”, mas já com os característicos pelos pretos e brancos, e com um simpática expressão de quem parece estar dizendo “oi, sou mesmo um panda”.
O bichinho nasceu no Centro de Conservação e Pesquisa do Panda Gigante, na reserva natural de Wolong, na China.
Existe um mercado próprio para cachorros nos Estados Unidos. Ele engloba a criação de roupas, ginástica, tratamento psicológico, sem falar nas heranças milionárias deixadas por seus donos. Mas a tendência, agora, é proporcionar hábitos ecológicos para os animais, como: confeccionar brinquedos com meias de algodão, transformar calças em travesseiros e evitar o uso demasiado de produtos de limpeza doméstica para não expor seu cão a um grau de toxicidade.
As empresas perceberam o potencial desse comércio e alguns fabricantes já lançaram rações macrobióticas –- dieta com base em cereais integrais, legumes e frutas frescas, mesmo que ela contrarie as recomendações veterinárias para o desenvolvimento do cãozinho. Mas tanta invenção tem chance de conquistar muitos consumidores. Segundo a APPMA –- Associação de Fabricantes de Produtos para Animais Domésticos, os norte-americanos possuem 88 milhões de gatos, 74 milhões de cachorros e 13 milhões de répteis. Já imaginou lançar moda para tudo isso?
Espécie de “crônica anunciada”, os frigoríficos começam a suspender os abates de gado. O primeiro foi o Independência S.A., em Campo Grande, MS, cujos trabalhos só serão retomados dentro de 30 dias devido à queda na oferta de animais prontos para abate naquela região.
Seus representantes informam que normalmente essa época é de diminuição de oferta, mas a situação foi agravada devido ao abate de matrizes nos últimos anos. O pecuarista matava para fazer caixa, pois recebia um baixo preço pela arroba. O Independência informa ainda que a alta concentração de frigoríficos na região também influenciou a decisão de paralisar o abate. Nos últimos anos, como amplamente divulgado, os grandes frigoríficos foram à compra de empresas menores em diversas regiões do país.
A unidade de Campo Grande possui capacidade de abate de mil cabeças por dia, e tem 539 trabalhadores. Aproximadamente 400 deles estão em férias até a retomada dos abates.
Seguindo a estratégia de privilegiar as margens em detrimento ao volume de produção e devido à filosofia da empresa de não buscar animais a mais de 200 quilômetros da unidade, o Independência decidiu otimizar a capacidade de abate das unidades de Mato Grosso do Sul, deslocando os animais da escala de Campo Grande para as unidades de Nova Andradina e Anastácio.
As demais unidades da companhia estão operando normalmente e as unidades de Confresa e Pontes e Lacerda, MT, devem iniciar suas operações em breve, não comprometendo os objetivos de crescimento da empresa.
Entidades do setor e pecuaristas estavam prevendo as conseqüências da escassez de boi gordo. A matança das fêmeas levou à falta de bezerros para a engorda. Na semana passada, na Feicorte 2008, Carlos Viacava, ex-presidente da Associação do Nelore e pecuarista conhecido, alertava que a situação poderia ser tornar “dramática” diante do cenário. “A falta de bezerros é dramática. Os frigoríficos vão ficar sem escala e a situação pode complicar. Eu acredito que esse panorama não deverá melhorar num período de cinco anos”.
Carlos Gutierrez, repórter, está na equipe desde 2006. Cuida do site da revista e está sempre em busca das principais novidades agropecuárias no mundo digital. No seu tempo livre, gosta de ler, colecionar gibis e torcer para o time mais glorioso do mundo, o Sport Club Corinthians Paulista. cgutierrez@edglobo.com.br
Luis Roberto Toledo, editor, é paulistano de nascimento, mas é do campo por devoção. Está na equipe da revista desde os anos 90. Nesse tempo todo, conheceu a produção agropecuária em quase todos os estados brasileiros - mas ainda quer ir ao Acre, Amapá, Pará e Roraima. ltoledo@edglobo.com.br
Ernesto de Souza, editor de fotografia, está presente desde a primeira edição e tirou a foto de capa da GLOBO RURAL nº01. Ganhador de dois Prêmios Esso de Reportagem e do Prêmio Gabriel Garcia Marquez de Jornalismo. Gosta de beber seu uísque e brigar com o pessoal da arte. sesouza@edglobo.com.br
Janice Kiss, chamada de Jan para encurtar o nome, de origem húngara, que muita gente acha fictício. Lida com temas sobre meio ambiente, tecnologias rurais, cuida da seção literária (crônicas) e algumas vezes testa as receitas colhidas no campo numa diminuta cozinha paulistana. jkiss@edglobo.com.br
Luciana Franco, 37 anos, chegou à revista em 2004. Escreve matérias sobre o cotidiano de pequenos e médios agricultores e gosta também de temas ligados ao agronegócio nacional. Nas horas vagas leva uma vida caseira com o tempo dividido entre os filhos Vitor, 6 anos, e Isabel, 1 ano. lfranco@edglobo.com.br
Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo há séculos, José Augusto (Duarte) Bezerra é editor-chefe da revista. Perdeu o trem em Triqueda - lugar de grandes pastéis no passado -, mas continua correndo atrás dele. Trabalha bastante, lê muito e fala pouco (mais ouve do que diz). Gosta da revista e de tudo o mais que se relacione ao campo. jbezerra@edglobo.com.br
Valter de Oliveira Silva, diagramador, está na revista desde 2005. Como bom paulistano, adora sua cidade, mas não dispensa o contato com o campo, influência dos pais e esposa sertanejos. Gosta de literatura, cinema ou uma boa trilha sonora no seu fone de ouvido.
vosilva@edglobo.com.br
Sueli Minori Issaka, editora de arte, está na revista desde 2002. Filha de imigrantes , herdou do pai - técnico agrícola e veterinário no Japão - o interesse pelas coisas do campo. Também aprecia as artes plásticas, a fotografia e a vida caseira com o marido, a filha e três vira-latas.
sissaka@edglobo.com.br
Clarice Couto, repórter, acabou de chegar à redação, mas o contato com o interior vem da infância, vivida numa cidadezinha do litoral do Paraná, e de outros trabalhos no setor. Como todo jornalista, adora ler, e tem um apreço especial por música, dos gringos e dos nossos. E moda de viola? Ooo, com certeza. ccouto@edglobo.com.br